26
Fev 13



Crónica

Póvoa de Varzim, 22 de Fevereiro de 2013
“Correntes d`Escritas”

A intensidade imposta pelo programa das Correntes d´Escritas é uma característica benéfica para quem procura pluralidade de escolhas.
Esta manhã, optei, dentro da diversidade existente, por acompanhar Richard Zimler, Inês Pedrosa e Hélder Macedo, na visita à Escola Secundária Eça de Queirós.
Cheguei à escola antes dos autores. Os alunos, a julgar pelo sossego nos corredores, estavam dentro das salas.
Quando entrei no auditório, 6 estudantes estavam a praticar a leitura de vários segmentos das obras dos escritores convidados. No fim de cada leitura, surgiam comentários dos colegas sobre possíveis melhorias em aspectos menos conseguidos
Saíram. Por momentos, fiquei sozinho. Sem livros e sem leitores. Só o silêncio.

As palavras são mais bonitas quando lidas para outros ouvirem. As mesmas palavras sopradas por mim, lisboeta, ou por Zimler, escritor nascido nos EUA, seriam diferentes. Não teriam a pronúncia do norte. O imaginário que elas invocam diverge de falante para falante, de leitor para leitor. São as mesmas, mas têm, em si, muitas experiências.

Quando os escritores e os alunos chegaram ao auditório, os imaginários coabitaram. A sala encheu. O burburinho foi aumentando para, depois, se dissolver.
Após um silêncio reverencial, foram os leitores que, simbolicamente, se apropriaram das palavras que eu já tinha ouvido, momentos antes, e apresentaram os autores. Não mencionaram idade, profissão, prémios nem nacionalidades. Pegaram nos livros e leram.
Foi o texto dos autores nas vozes dos leitores que apresentou o que interessa: a comunhão da literatura. A reverência à palavra.
A interacção foi profícua. Durante as duas horas de duração, os escritores mencionaram a importância destas iniciativas. São uma actividade cívica.
“Um escritor é um cidadão que escreve. Não é outra coisa”, disse Hélder Macedo.
Depois explicaram alguns processos relacionados com a escrita: a obsessão pelas personagens, a imprevisibilidade dos caminhos narrativos, as insónias, a luta contra a artificialidade da obra.
Inês Pedrosa referiu a busca e registo de histórias na imprensa. As suas histórias começam em situações concretas e evoluem ficcionalmente. Já Hélder Macedo refere que a sua curiosidade incide sobre uma personagem que ainda não existe. É o oposto do concreto de Inês Pedrosa. A partir daí, ele constrói parte da história. Posteriormente, segundo o próprio, acontece um momento de crise. É a metamorfose. A partir daí o autor não sabe mais o que vai acontecer.
Apesar de algumas diferenças de processos, há uma necessidade em comum: o isolamento.
A solidão é parte essencial do processo criativo.

Richard Zimler e Inês Pedrosa conseguiram prender a atenção do público e motivaram várias interacções. Hélder Macedo, no entanto, foi mais longe.
A capacidade de comunicação do escritor português, que já foi professor de Literatura em Londres, convenceu quem o ouvia.
A adaptação da linguagem aos seus interlocutores, a capacidade de descodificação dos textos, a tentativa (sucedida) de mostrar o divertimento existente num texto codificado e mais fechado, fizeram das intervenções de Hélder Macedo “chaves de leitura” que os alunos, estou certo pelo retorno que deles recebi, irão aproveitar.
No fim, a sala voltou a ficar vazia, e as palavras sumiram pelos corredores.


Mário Rufino
Mariorufino.textos@gmail.com
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Crónica
22 De Fevereiro de 2013
Correntes d´Escritas

Gostava de tratar as palavras e os silêncios como Carmen Dolores, a actriz portuguesa, o consegue fazer.
Quando a vi, pela primeira vez e ainda no hotel, temi por ela devido à sua aparente fragilidade. Carmen Dolores é actriz de gerações. No meu caso, vem desde a minha avó até mim.
No auditório, apertou-se-me o peito quando ela começou a falar. Percebi, claramente, que as palavras lhe pertenciam assim que ela as assoprou. O melhor que eu podia fazer era manter o silêncio para a ouvir. Compreendi então que o meu silêncio é diferente. O meu silêncio anula o som. Limita ou elimina a comunicação. É uma ausência.
O silêncio de Carmen Dolores tem com o som da palavra uma relação íntima de intensificação mútua. Faz parte da palavra. Não a anula.
Estava simplesmente sentada. Não se levantou para falar. Ligou o microfone. E leu. Só isso. Leu. Aquela senhora frágil e pequena encheu a sala com a sua alma e, apesar da imensa qualidade emprestada por Zimler, Hélder Macedo, Manuel Jorge Marmelo, Manuel Rui e Rubens Figueiredo, os sons seguintes pareciam curvar-se perante a voz da actriz.
“e eu já nada sei soprar sobre as palavras” era o título dessa mesa. O silêncio é indispensável para a fruição desses pequenos universos, cheios de planetas e de vida, que são as palavras. São um sopro que vem do nosso interior.
Pensei nisto durante algum tempo. Por isso, quando entrei para assistir à mesa seguinte (5ª), já depois de jantar e cerca de 4 horas mais tarde, fi-lo com receio. Estava perante um mais-que-provável anticlímax. Não por desconfiar da valia dos intervenientes. Ignacio Martínez de Pisón (escritor espanhol), Luís Carlos Patraquim (escritor moçambicano), Maria do Rosário Pedreira (escritora portuguesa), Nuno Camarneiro (escritor português), e Rui Zink (escritor português) são garantia de qualidade. Mas por pensar que nada poderia igualar a excelência que eu presenciara na mesa anterior.
Enganei-me.
Carlos Quiroga moderou a discussão entre autores com realidades e formas de comunicação distintas.
A qualidade e o discurso politizado foram património comum entre todos os intervenientes. Luís Carlos Patraquim referiu-se aos tempos em que vivemos como tempos em que existe a “usurpação da dignidade da palavra e da verdade da palavra”
Tal não aconteceu em “ desse país arranquei todos os cravos”, tema desta mesa.
Depois…bem…depois Maria do Rosário Pedreira deu-me um dos momentos mais emocionantes das Correntes. Sem consciência disso, entrei numa família que não era a minha, mas pela qual me senti seduzido. O texto de Maria do Rosário Pedreira obriga a releitura. A simplicidade da prosa é enganadora. Dentro daquelas frases a alegria não elimina a tristeza, nem a tristeza elimina a alegria. Uma incorpora a outra. Mais nenhum texto, dos que ouvi e não foram todos, conseguiu tirar-me o chão. Deixei de estar na Póvoa. Saí dali e receio não conseguir dizer onde estive. Mas sei com quem estive.
Maria do Rosário Pedreira deu muito de si ao auditório.
Rui Zink foi o último a tomar a palavra. Dentro do estilo que se reconhece, o autor português oficializou um neologismo que se tem ouvido na voz de Sara Figueiredo Costa e lido nos respectivos textos da autora: o verbo Grandolar. E foi assim que terminou a sessão: a grandolar (cantar “Grândola, Vila Morena” de Zeca Afonso).
Rui Zink ameaçou não se calar enquanto não lhe grandolassem. O povo fez-lhe imediatamente a vontade. Leitores e escritores partilharam as palavras de Zeca Afonso.

Mário Rufino
Mariorufino.textos@gmail.com
publicado por oplanetalivro às 21:55
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23
Fev 13

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=617129

Póvoa de Varzim, 21 de Fevereiro de 2013
“Correntes d´Escritas”

Escrevo, neste momento, ao som da chuva e das ondas do mar. Escrevo e lembro-me das palavras de Luís Cardoso ditas ontem, na apresentação do seu livro. Palavras que me dão fome.
Os primeiros contactos do escritor timorense com a língua portuguesa foram devido ao pão. Melhor: ao pão com manteiga.
Luís Cardoso ajudava um amigo português, filho de um padeiro, na tradução Tétum-Português-Tétum, em Timor. Como retribuição do seu trabalho, recebia pão com manteiga.
Lembro-me das histórias que me contou, hoje de manhã, em entrevista. Falámos de sandálias, de Timor, de Enmanuel Jhesus, de Cultura...e de Silvicultura.
Luís Cardoso estudou Silvicultura com José Eduardo Agualusa (escritor angolano), José Riço Direitinho (escritor/crítico) português, Tim, engenheiro agrónomo vocalista dos Xutos e Pontapés, João Afonso (cantor).
Desconfio, e tive oportunidade de dizer ao Luís, que nenhum destes alunos prestou atenção nas aulas. Ora falavam de música ora de Literatura. A resposta, que poderão ler na entrevista, foi muito convincente. Mas desconfio. E se não prestaram atenção nas aulas, os leitores, a julgar pela aceitação, até agradecem.
Tenho a certeza do seguinte: Na voz de Luís Cardoso há muitas vozes, há muita gente, há muitos timorenses.
É a primeira vez que venho assistir às Correntes.
Não escondo o contentamento. Aliás, gostaria de não o perder. Lembro-me do meu filho e sinto-me tão contente como ele quando entra numa loja de gomas. Mas a mim são as palavras que sabem tão bem.
O convívio entre escritores, jornalistas e público acontece...naturalmente. Todos se reúnem à volta do protagonista: o livro. É uma relação de reverência a essa máquina de viajar no tempo.
Nas Correntes, parte da História da Literatura senta-se à mesa.

(Não resisti e tive de ir buscar uma sande. As palavras de Luís Cardoso deram-me fome.
No bar, o pão foi acompanhado por mais uma conversa sobre literatura.)

Hélia Correia, “mãe” de Lillias Fraser, ganhou o principal prémio… excepto para o JN, que insistiu que seria o enorme escritor Manuel António Pina.
Hélia Correia tem um luminoso sorriso de criança.
Quando saí do Casino da Póvoa, onde assisti ao discurso da premiada Hélia Correia, lembrei-me de uma conversa que tive ontem quando cheguei ao hotel.
Perguntaram-me qual era o doce típico da região.
Fácil. É a Literatura
“Correntes d´Escritas” faz da Literatura um produto típico da Póvoa de Varzim.


P.S. Inconfidência do dia. Os jornalistas levam toda a parafernália de que precisam, mas há um jornalista especial. Ele leve uma bola de matraquilhos. Quem?
Aceitam-se apostas.

Mário Rufino
Mariorufino.textos@gmail.com
publicado por oplanetalivro às 12:55
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19
Fev 13

Ensaio sobre "A MORTE DO AUTOR" para a Pnet Literatura







ENSAIOS SOBRE LITERATURA

1.      Morte do Autor

Não é objectivo deste texto apresentar uma (re) definição do conceito de autor.
A “morte do autor” é uma proclamação, não é um facto e, como tal, mantém-se no aspecto teórico.
A necessidade de analisar a real importância do autor na produção de um texto literário é um assunto que não nasce com a polémica derridiana da morte do autor.
Segundo Vítor Aguiar e Silva (1990), Leo Spitzer[1]demonstrou que desde a idade média o “eu” do texto poético não é necessariamente o “eu” empírico. O autor dá o exemplo de os trovadores galego-portugueses que escreviam cantigas de amigo em que o sujeito de enunciação era uma mulher.
Recentemente, tanto a teoria como a crítica literária fundamentaram uma distinção entre autor empírico, autor textual e narrador.
O emissor mantém similitude com o autor empírico apesar de ser uma entidade ficcional. Não se trata de uma relação em que um exclui o outro, mas antes uma relação de implicação.
Não tomando como exemplo a existência de autores duais ou colectivos, podemos verificar que a escrita do texto literário é elaborada também por um indivíduo que existe histórica e empiricamente. No entanto, o “eu” que se manifesta no texto pode não se identificar com esse indivíduo.
As designações atribuídas a estas duas entidades divergem, por vezes, de autor para autor.
Wayne Booth[2]propõe os termos autor implícito ou autor implicado em contraste com autor real, ou seja autor como entidade concreta.
A designação não é, todavia, consensual. Vítor Aguiar e Silva afirma que outros teorizadores preferem a designação de autor abstracto (autor implícito/implicado) e autor concreto(autor real).
A designação mais adequada, segundo o autor, é a de autor textual.
“O autor textual tem de ser considerado a instância da qual dependem as vozes que concretamente falam nos textos literários: o narrador nos textos narrativos, o sujeito lírico ou o falante lírico nos textos líricos.” (SILVA: 90, pp.86)

Os códigos dos géneros literários funcionam para o autor textual, segundo Aguiar e Silva, como modelos interpretativos da realidade do mundo tanto no plano temático como no plano formal.
“Impõem, aconselham ou sugerem a adopção de certos personagens, de certos motivos, de certos temas, de certo registo linguístico, de certos estilemas, de certos esquemas métricos, de certas macroestruturas da forma de expressão. Em relação ao leitor/receptor, criam um horizonte de expectativas, que se identifica com um programa de leitura, predispondo o receptor para uma determinada forma da expressão e uma determinada forma do conteúdo, guiando-o na percepção e na compreensão da coesão e da coerência do texto, orientando-o na construção dos significados, etc.” (SILVA: 90, pp.62)

Por sua vez, Carlos Reis (2001), ao abordar o estatuto do autor numa perspectiva histórica, afirma que após a revolução da linguagem poética, mais precisamente a valorização da escrita como elemento estruturador do sujeito, a figura de autor teve de ser reestruturada. A partir desta afirmação, o autor segue uma linha de pensamento que vai dar à morte do autor e ao evidente desconstrucionismo de Derrida e Foucault.
Foucault (1995) aponta a dissociação entre o nome próprio e a função de autor, demonstrando que a relação entre texto-autor-nome é ainda mais complexa. A relação do nome próprio com o indivíduo nomeado e a relação do autor com o que nomeia não são relações com o mesmo funcionamento.
Vejamos este exemplo: Se um determinado individuo chamado Alberto José mudar de emprego, não existe alteração nas propriedades inerentes ao seu nome. Aquilo que produz muda, mas o seu nome não está de tal modo ligado a essa produção que venha a alterar a sua identificação. O mesmo não acontece com o nome de um autor. Dizer que Homero não escreveu “Odisseia”, ou Shakespeare não escreveu “Hamlet” altera significativamente a identificação do autor. Seguindo o exemplo dado por Foucault, dizer-se que Shakespeare é o autor das obras de Bacon porque a mesma pessoa que escreveu as de um escreveu as obras de outro é considerar um terceiro ângulo sobre esta problemática. É que, desta forma, o nome próprio de um autor não tem as mesmas características que os outros nomes próprios.
“Estas diferenças talvez se devam ao seguinte facto: um nome de autor não é simplesmente um elemento de um discurso (que pode ser sujeito ou complemento, que pode ser substituído por um pronome, etc.); ele exerce relativamente aos discursos um certo papel: assegura uma função classificativa; um tal nome permite reagrupar um certo número de textos, delimitá-los, seleccioná-los, opô-los a outros textos. Além disso, o nome de autor faz com que os textos se relacionem entre si;” (FOUCAULT: 1992; pp.44,45)

No entanto, Foucault ao tentar definir a que tipo de discurso se refere, não é objectivo. Afirma que o discurso de um autor não é quotidiano, indiferente, passageiro e flutuante; deve ser recebido de certa forma e receber um certo estatuto dentro da sociedade e da correspondente cultura. O nome do autor não está, assim, situada no estado civil dos homens nem na ficção da obra. Há, inevitavelmente, discursos que são desprovidos da função de autor.
Para Foucault, uma carta tem um signatário, mas não tem um autor; um contrato pode ter um fiador, mas não um autor; um texto anónimo na rua tem um redactor, mas não um autor. Em conclusão, a função de autor é uma característica de um modo de existência, circulação e funcionamento de alguns discursos dentro de uma sociedade. O autor não transita do interior de um texto, mas antes o delimita.
Foucault aponta quatro características diferentes a um discurso portador da função de autor:
- Trata-se de um objecto de apropriação. A sua forma de propriedade é particular e está codificada há muito tempo.
- A função de autor não se executa de forma universal e constante em todos os discursos.
- A função de autor é o resultado de uma operação complexa que constrói a entidade a que chamamos de autor. Não é um discurso espontâneo de um discurso de um indivíduo.
Segundo o autor, podemos encontrar algumas invariáveis, quando analisamos da evolução cronológica, nas regras de construção do autor.
“ (…) o que no indivíduo é designado como autor (ou o que faz do indivíduo um autor) é apenas a projecção, em termos mais ou menos psicologizantes, do tratamento a que submetemos os textos, as aproximações que operamos, os traços que estabelecemos como pertinentes, as continuidades que admitimos ou as exclusões que efectuamos. Todas estas operações variam consoante as épocas e os tipos de discurso” ;” (FOUCAULT: 1992; pp.51)
- A função de autor imane de um conjunto de signos, dentro de um texto, reenviados para o autor.
Esses signos consistem em pronomes pessoais, advérbios de tempo e lugar, e conjugação verbal. Os signos não têm o mesmo comportamento nos discursos em que existe a função de autor e naqueles em que não existe a função de autor. No último caso, segundo Foucault, esses signos reenviam para o locutor real e para o espaço e o tempo do seu discurso (com possíveis alterações no discurso quando na primeira pessoa).
O primeiro caso é mais complexo e variável:
“Sabemos que num romance que se apresenta como uma narrativa de um narrador o pronome de primeira pessoa, o presente do indicativo, os signos de localização nunca reenviam exactamente para o escritor, nem para o momento em que ele escreve, nem para o gesto da sua escrita; mas para um “alter-ego” cuja distância relativamente ao escritor pode ser maior ou menor e variar ao longo da própria obra. Seria tão falso procurar o autor no escritor real como no escritor fictício; a função autor efectua-se na própria cisão – nessa divisão e nessa distância”
(FOUCAULT: 1992; pp.51)

Assim sendo, os discursos em que existe a função de autor têm uma pluralidade de “eus”


Criar e Morrer são verbos intrínsecos à produção literária. O texto é uma batalha contra o esquecimento, um sintoma da luta existencial do Homem, uma demonstração intelectual de rebeldia do ser humano perante o vazio. O nome do autor, que pode coincidir fonética e morfologicamente com o nome do escritor, aparece com o objectivo de adiar ou derrotar a morte. O nome do autor permite unificar, delimitar e referenciar um campo literário. Esse espaço unificado é referenciado pela assinatura do autor.
O escritor reage à sua própria decadência, ao vislumbramento do fim; o autor reúne, referencia e almeja a imortalidade. É ele que exerce a função de autor. Ele não é o agente da escrita.
O escritor é anterior à obra. O autor não é anterior à obra. O nome do autor identifica, autentica e dota o texto de autoridade.
As perguntas são inevitáveis e apontam para a existência do escritor e do autor, respectivamente: Quem escreveu? De quem é?
A obra remete ao autor e não a um indivíduo (O caso da heteronímia é evidente; ou até mesmo da utilização de um pseudónimo)

(continua na próxima publicação)




[1] Leo Spitzer, «Note on the petic and the empirical “I” in medieval authors», in Traditio, 4 (1946)
[2] Wayne Booth, in The rhetoric of fiction (1961)
publicado por oplanetalivro às 11:40

04
Fev 13
"Nada a Dizer", de Elvira Vigna, para P3/Público


http://p3.publico.pt/cultura/livros/6483/nada-dizer-um-triangulo-amoroso-num-texto-realista




publicado por oplanetalivro às 08:50

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